Projecto Internacional Genoma Humano
Inicio: 1990
Objectivo: identificar e realizar a catalogação genética do genoma humano
Informações sobre o corpo humano: 100 mil genes e 3 biliões de bases compõem o genoma humano, existem cerca de 100 triliões de células, se desenrolasse-mos o material genético existente numa célula diplóide e o ligássemos formaríamos um frágil cordão com cerca de 1,5m de altura e três trilionésimos de largura.
Em 1962 James Watson, cientista que descobriu a estrutura helicoidal do DNA, ganhou o Prémio Nobel da fisiologia e medicina, facto que impulsionou a iniciação, décadas mais tarde, do projecto referido.
Próximo desafio: o sequenciamento, ou seja, descobrir o funcionamento de cada conjunto de genes, desenvolvendo ferramentas eficientes para analisar os dados recolhidos e torná-los acessíveis para novas pesquisas biológicas.
Antes do Projecto:
-»Apenas 4550 dos cerca de 100 mil genes humanos haviam sido identificados.
-»Apenas 2% dos genes haviam sido associados a localizações específicas nos 46 cromossomas.
Depois do Projecto:
-» No total, existem 3.141 genes que têm relações com 350 doenças, entre elas o Cancro, Alzheimer e Parkinson.
-» Mapeamento genético: mais de 7000 genes foram mapeados a cromossomas particulares. Além destes, o Banco de Dados do Projecto Genoma guarda informação sobre outros genes identificados, cuja localização nos cromossomas ainda não foi inequivocamente determinada.
-» Sequenciamento: Mais de 4% das bases do genoma humano foram sequenciadas.
-» Na Medicina, por exemplo, surgirão novas tecnologias clínicas, baseadas em diagnósticos de DNA, novas terapias baseadas em novas classes de remédios e novas técnicas imunoterapeuticas, devido ao conhecimento sobre como os genes contribuem para a formação de doenças que envolvem um factor genético.
-» A prevenção em maior grau de doenças pelo conhecimento das condições ambientais que podem desencadeá-las, possível substituição de genes defeituosos através da terapia genética e produção de drogas medicinais por organismos geneticamente alterados.
-» O conhecimento da genética humana permitirá ao homem a compreensão do genoma de outros organismos, como por exemplo dos nossos animais domésticos, permitindo, por exemplo, também tornar esses animais mais resistentes às doenças.
Exemplo de cura:
Em 1990, pela primeira vez, a terapia genética foi usada para curar uma criança cujo sistema imunológico era prejudicado pela falta de uma enzima. A partir daí, surgiu uma onda de euforia sobre o potencial de cura através da alteração do DNA, corrigindo os genes defeituosos. Ainda existem hoje, no entanto, barreiras técnicas que têm impedido a concretização das grandes expectativas criadas a respeito da terapia genética.
A iniciativa privada tem se dedicado mais intensamente ao estudo dos genes relacionados com doenças que matam grande parte da população mundial e as indústrias farmacêuticas, especialmente, disputam esse conhecimento que deverá levar ao aperfeiçoamento da medicina no próximo milénio. Em consequência, já existem patentes sobre os genes descobertos para muitas doenças.
Patentes existentes de alguns genes:
• Mal de Alzheimer: patente no. 5.508.167, da Duke University, cedida à Glaxo.
• Hipertensão: patente no. 5.589.584, da Fundação de Pesquisa da Utah University, cedida à Myriad Genetics.
• Obesidade: patente no. 5.646.040, Millenium Pharmaceuticals, cedida à Hoffman-La Roch.e
• Artrite reumática: patente no. 5.556.767, Human Genome Sciences.
• Suscetibilidade ao Cancro de mama e ovário: patente no. 5.693.473, Myriad Genetics.
• Osteoporose: patente no. 5.501.969, Human Genome Sciences.
• Cancro do Cólon: patente no. 5.648.212, John Hopkins University, Fundação Japonesa para a Pesquisa do Cancro e Zeneca.
• Doenças Cardiovasculares: patente pendente, Myriad Genetics e Novartis.
• Mal de Parkinson: patente pendente, National Institutes of Health.
• Calvície: patente pendente, Columbia University.
"as espécies menos perfeitas, mais delicadas, menos activas, menos armadas, já desapareceram ou vão desaparecer"...

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